A Fifa se orgulha de ser maior que a ONU, e seu presidente de ser mais púdico que o Papa. O quartel general da entidade fica em Zurique, na Suiça - terra da pontualiadade e da correção, o que vale para homens e relógios. Apesar de toda a atmosfera de incorruptibilidade que a Fifa e seus seguidores fazem questão de proclamar, denúncias de corrupção que envolvem a entidade começam a surgir, e os valores e nomes envolvidos podem lançar o estilo Fair Play da organização na lama.
Tudo começa com astronômicos valores de contratos de marketing e direitos de transmissão de campeonatos - e não se sabe, ainda, como termina. Segundo reportagem da alemã Der Spiegel, as denúncias de suborno e corrupção envolvendo altos dirigentes da Fifa surgiram em meio às investigações do caso de falência da ISL, empresa de marketing esportivo parceira da entidade. O conteúdo completo da matéria, que tem o sugestivo nome de "Caso de corrupção mancha o futebol internacional", pode ser lida em português no UOL, apenas para assinantes, ou em inglês no próprio site da Der Spiegel.
E o que tem isso haver com a gente? Bem, o teor dos contratos assinados para a exibição de jogos de Copas, no Brasil, não é lá dos mais transparentes. Se lá na Suiça andam fazendo esse tipo de "traquinagem", imagine o que pode se passar lá no Rio de Janeiro, na sede da CBF. As investigações chegaram, até agora, ao dirigente da Confedereção Sul Americana de Futebol; poderia chegar até a brasileira? Quem sabe... Da caixa-preta - ou melhor, caixa de Pandora- que guarda os segredos e maracutais do futebol brasileiro, pode-se esperar coisas de deixar esses amadores da Fifa de cabelo em pé.
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